Lembram-se? Lembram-se quando a vida não tinha preocupações e responsabilidades do mundo dos adultos? Lembram-se quando éramos apenas três crianças? Lembram-se das aventuras que éramos livres de viver? Eu lembro-me e tenho saudades. Hoje abri a minha gaveta de recordações e lá estavam elas, tal e qual eu as tinha deixado desde a última vez que as vi, o tempo passa e elas permanecem guardadas. Abri aquelas cartinhas que escrevíamos a pedir desculpa por termos errado. Naquela altura era assim, uma simples carta com a palavra desculpa chegava para esquecer os problemas e conflitos e partir para mais uma brincadeira como se nada se tivesse passado. E como éramos felizes assim. “M., desculpa o que te fiz, a ideia foi da M.C. Eu gostava de brincar em tua casa. Um grande beijo da J.”. Quando somos crianças temos uma incrível capacidade de imaginação, uma folha podia transformar-se em dinheiro, uma escada dava lugar a um luxuoso apartamento, um simples pedaço de madeira era a mesa do melhor restaurante da cidade e claro havia sempre os deliciosos bolos de terra. Inventávamos todo o tipo de jogos e brincadeiras, na altura nada era estúpido, tudo era divertimento. Podíamos ser tudo o que quiséssemos, desde heroínas de gatos a cientistas e investigadoras. E os nossos refúgios? Construíamos o nosso próprio “palácio” e que bem que se lá estava dentro. Já não me consigo lembrar da última vez que brinquei às escondidas. Que saudades. Foram tantos anos, tantas histórias, que por muito que quisesse seria incapaz de partilhar aqui metade. Tivemos muitas aventuras, tantas que até achámos que um dia podíamos escrever um livro sobre elas. Tenho esperança que as memórias permaneçam e que um dia o desejo se torne realidade.sexta-feira, 29 de abril de 2011
Da infância
Lembram-se? Lembram-se quando a vida não tinha preocupações e responsabilidades do mundo dos adultos? Lembram-se quando éramos apenas três crianças? Lembram-se das aventuras que éramos livres de viver? Eu lembro-me e tenho saudades. Hoje abri a minha gaveta de recordações e lá estavam elas, tal e qual eu as tinha deixado desde a última vez que as vi, o tempo passa e elas permanecem guardadas. Abri aquelas cartinhas que escrevíamos a pedir desculpa por termos errado. Naquela altura era assim, uma simples carta com a palavra desculpa chegava para esquecer os problemas e conflitos e partir para mais uma brincadeira como se nada se tivesse passado. E como éramos felizes assim. “M., desculpa o que te fiz, a ideia foi da M.C. Eu gostava de brincar em tua casa. Um grande beijo da J.”. Quando somos crianças temos uma incrível capacidade de imaginação, uma folha podia transformar-se em dinheiro, uma escada dava lugar a um luxuoso apartamento, um simples pedaço de madeira era a mesa do melhor restaurante da cidade e claro havia sempre os deliciosos bolos de terra. Inventávamos todo o tipo de jogos e brincadeiras, na altura nada era estúpido, tudo era divertimento. Podíamos ser tudo o que quiséssemos, desde heroínas de gatos a cientistas e investigadoras. E os nossos refúgios? Construíamos o nosso próprio “palácio” e que bem que se lá estava dentro. Já não me consigo lembrar da última vez que brinquei às escondidas. Que saudades. Foram tantos anos, tantas histórias, que por muito que quisesse seria incapaz de partilhar aqui metade. Tivemos muitas aventuras, tantas que até achámos que um dia podíamos escrever um livro sobre elas. Tenho esperança que as memórias permaneçam e que um dia o desejo se torne realidade.quarta-feira, 13 de abril de 2011
Quem fala assim...
Não é que eu me tenha zangado definitivamente com o Amor. Não senhor. Aliás, não consigo deixar de gostar desse lado sacaninha que ele tem de prometer muito e dar pouco. Lá lábia tem o gajo. Promete-nos este mundo e o outro, dá-nos uma pancadinha nas costas e nós dizemos-lhe logo que venha viver para nossa casa. (...)
quarta-feira, 9 de março de 2011
Anytime I find the key to happiness someone changes the lock
Pensamos que encontramos a pessoa certa, pensamos que é desta, é desta que vamos ter a vida que merecemos, é desta que aqueles contos de fada da infância se encaixam na vida real, é desta que vamos ser felizes. Temos tantas certezas, somos felizes por momentos é verdade, mas de repente surgem as dúvidas. Caímos numa dura realidade, o príncipe afinal não era como sonhávamos. Devemos aprender a não entregar o nosso coração a um homem qualquer, devemos encontrar o tal príncipe, para que este não transforme o nosso sorriso de menina em lágrimas de mulher. Será que criamos expectativas demasiado altas? Será que não devíamos ter o atrevimento de sonhar em grande? Ou será que simplesmente não merecemos a felicidade? Fechamos a porta, e mais uma vez estamos de mãos a abanar porque a felicidade se escapuliu bem de mansinho enquanto a porta estava entreaberta. Sentamo-nos e esperamos que ela volte a encontrar a nossa porta e que desta vez seja capaz de entrar e permanecer. Já lutámos tanto, já estamos tão cansadas, parece que só resta mesmo esperar. Será? Eu acho que vale sempre a pena entrar de novo no campo de batalha, eu acho que baixar os braços não faz com que a felicidade nos volte a encontrar, acho que precisamos de lhe dar um empurrãozinho e indicar o caminho para o nosso coração. Eu acho que devemos procurá-la, pelo menos tentar. As lições já foram aprendidas e ficaram as cicatrizes para que nunca nos esqueçamos delas. Podemos sair feridas mas a força de uma mulher é o que a torna tão especial, é o que faz com que nunca desista contra todas as amarguras e obstáculos que a vida insiste em colocar no caminho.
Merecendo ou não, eu não vou baixar os braços porque eu quero ser feliz, quero ter o meu final feliz.
terça-feira, 1 de março de 2011
"Sim, é verdade eu penso em ti, penso e provavelmente continuarei a pensar. Tem sido assim há já alguns meses. Tenho tentado ser forte. Tenho feito das tripas coração. Tenho conseguido controlar-me. Se me perguntarem se sou falhada a minha resposta será sim, porque apesar de tudo o meu coração tem muitas falhas, falhas essas que talvez nunca venham a ser completadas. Posso voltar ao passado? É impossível, tu sabes, toda a gente sabe. Não quero voltar a ter aquelas conversas de quem errou, de quem perdoou, ou mesmo de quem fez mais. Preferia ser capaz de não pensar em nada, queria esvaziar o meu pensamento. Vou aprendendo a não lutar por coisas pequenas, vou aprendendo a lutar pelas grandes, um dia a batalha será mais fácil de ultrapassar. Um dia vou acabar por ficar melhor."
M.

